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Ecossistemas de inovação e habilidades profissionais

O empreendedor tem em seu perfil a vontade de buscar novas oportunidades, é persistente e não teme em correr riscos. Ecossistemas de inovação favorecem a troca de saberes, serviços e competências.

São apaixonados pelo que fazem e muitas vezes pedem demissão dos seus empregos convencionais para empreender. No Brasil o empreendedor tem a característica de trabalhar movido pela emoção e não pela razão.

Esses dois sentimentos se não trabalhados no setor de trabalho da forma correta podem levar ao fracasso do profissional e conseguentemente da sua empresa. O desenvolvimento dos empreendedores brasileiros deve ser composto pela busca de aperfeiçoar e adquirir habilidades intrínsecas que todo empreendedor deve ter para conseguir êxito em sua caminhada profissional.

 

Competências e Habilidades de Ecossistemas de Inovação

As mais importantes dessas habilidades são a curiosidade, criatividade, conhecimento e comunicação. Já a responsabilidade da parte extrínseca a empresa, que não depende exclusivamente do empreendedor, fica a cargo de uma união entre empresário, sociedade e governo para manter um ambiente saudável para disseminação do empreendedorismo e inovação.

A criação de um ambiente propício para inovação é de extrema importância. Um ecossistema onde constam representantes do poder público, universidades, empresas e aceleradoras atuantes, ajuda os empreendedores a inovar.

 

Ecossistemas de Inovação: o exemplo do Vale do Silício

O Vale do Silício no EUA é o primeiro e melhor exemplo de ecossistemas de inovação atuante e bem-sucedido. Criado por volta da década de 1970 em São Francisco, ao redor da Universidade de Stanford, a área foi destinada para instalação de empresas americanas de base tecnológicas.

A dinâmica da região é basicamente a seguinte: empresas iniciantes (startups) com boas idéias, que precisam de conhecimento e dinheiro para por em prática seus negócios encontram no Vale do Silício aceleradoras que ajudam a desenvolver e financiar o projeto e colocar a empresa no mercado. Na região estão sediadas várias empresas bem sucedida de alta tecnologia como a Google e Amazon.

Os funcionários de empresas da região são bem remunerados e a competitividade entre eles é alta e os impulsiona a busca por novos conhecimento e desenvolvimento de projetos novos, para trabalhar nessas empresas o funcionário nunca pode se acomodar.

As empresas estão sempre em busca de soluções para os novos problemas apresentados pela sociedade. Aplicativos de diversas áreas de atuação no mercado são criados nesse ecossistema tão espetacular como o Vale do Silício.

 

Os Ecossistemas de Inovação no Brasil

No Brasil algumas regiões estão se estruturando para criar um ecossistema parecido com o Vale do Silício, como exemplo pode-se citar o Parque Tecnológico do Rio de Janeiro, Parque Tecnológico de São José dos Campos, San Pedro Valley em Belo Horizonte entre outros.

Como no EUA essas cidades criaram um ecossistema composto por universidade, empresas, sociedade para alavancar a produção de tecnologia em suas regiões. Várias aceleradoras ajudam a desenvolver tecnologias e startups nesses ecossistemas de inovação brasileiros.

Grandes empresas brasileiras contam com atividades nesses parques tecnológicos como a Petrobras e Ambev que participa do Parque Tecnológico do Rio de Janeiro para o desenvolvimento de novas tecnologias para suas indústrias, além de ajudar pequenas empresas financeiramente a desenvolver projetos de menores.

Esses ambientes de inovação criados pelo Vale do Silício que serviu de exemplo para cidades brasileiras são de extrema importância para o desenvolvimento de tecnologias, empresas e principalmente de profissionais, pois no futuro próximo o mercado de trabalho recrutar na maioria das vezes pessoas que estejam por dentro da área de tecnológica.

 

Ciências, Ensino e Pesquisa como fatores da Inovação

Os centros de ensino devem estar atentos a essa nova demanda de profissionais e prepará-los para o mercado competitivo que já é e será ainda mais nos próximos anos.

O modo de ensino que funcionou durante séculos vem passando por transformações importantes, pois o ensino onde os alunos decoram matérias faz provas e é aprovado já não atende mais o mercado de trabalho. Hoje a instituição de ensino deve incentivar o aluno a pensar, resolver problemas práticos que os mesmos irão enfrentar na sua vida particular e profissional.

O estímulo desde o ensino básico a curiosidade, criatividade, conhecimento e comunicação dos estudantes desenvolve o ser humano e as empresas precisam dessas habilidades nos seus profissionais. No ensino superior essas habilidades devem ser ainda mais desenvolvidas em parcerias com empresas, onde os alunos irão lidar na prática com problemas rotineiros das empresas e poderão apresentar soluções.

 

Relação entre Universidade e Empresas

Hoje a parceria entre universidade e empresa ainda é pouco utilizada em práticas profissionais, exceto nos parques tecnológicos, e isso faz com que o profissional chegue despreparado ao mercado, aprendendo a prática já contratado pela empresa e isso não é o ideal.

A curiosidade faz com que o indivíduo sempre esteja em busca de novos desafios, não se acomode e a todo o momento se questiona. O profissional criativo não aceita facilmente uma negativa, ele sempre busca criar algo novo ou melhorar o já existente.

O ser humano que quer evoluir deve sempre buscar o conhecimento, não se prender em apenas uma área de atuação, pode ser especialista em uma área, mas deve sempre buscar conhecer outras áreas para ser um profissional completo. A comunicação é uma habilidade que faz o profissional persuadir seus clientes além de outras coisas, é sabido que sem cliente não existi empresa, então o bom profissional deve ser um excelente comunicador.

 

Conclusão: a importância dos Ecossistemas de Inovação

Concluí-se que o Vale do Silício é um exemplo bem sucedido de ecossistema de inovação no mundo e deve ser seguido por outros países pelo mundo. O Brasil também vem desenvolvendo seus ecossistemas de inovação, criando e aperfeiçoando processos e produtos.

O ensino brasileiro ainda é pautado por decorar dados e não em fazer o aluno a pensar, desenvolver conhecimento, mas isso vem mudando paulatinamente. Essa mudança é muito importante para o desenvolvimento das empresas, pois chegarão profissionais mais competentes no mercado de trabalho.

A união entre universidades e empresas ainda pouco utilizado no Brasil é relevante para a prática profissional dos alunos, fazendo com que os mesmo desenvolvam habilidades importantes para sua vida profissional como a curiosidade, criatividade, conhecimento e comunicação.

O Brasil tem muito a aprender e a desenvolver, porém o mais importante vem tomando iniciativas para que essas mudanças aconteçam mesmo que devagar.

Espera-se que num futuro próximo o país colha resultados satisfatórios e seja exemplo de inovação como o EUA se tornou e é a maior economia do mundo.

[Artigo escrito por Thiago Miranda]

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